COMPLEXO TELES PIRES – Em novo encontro, UHEs debatem destino da madeira

Empreendimentos avaliam diferentes alternativas para a destinação dos cerca de 3 milhões de metros cúbicos de madeira suprimida para a formação dos reservatórios

COMPLEXO TELES PIRES

Encontro aconteceu na UHE Colíder, neste mês de setembro (foto: Assessoria de Imprensa)

Os representantes das Usinas Hidrelétricas (UHEs) em construção no rio Teles Pires, em Mato Grosso, voltaram a se reunir para avançar nas discussões sobre o destino da madeira suprimida das áreas dos reservatórios. Dessa vez o encontro aconteceu na UHE Colíder, no final do mês de setembro.

Além de debaterem sobre as possibilidades para destinação da madeira de supressão dos quatro Empreendimentos (UHE Sinop, Colíder, Teles Pires e São Manoel), que deve chegar a três milhões de metros cúbicos (m³) ao todo, os participantes também promoveram a troca de experiências e informações sobre o trabalho de monitoramento de ictiofauna (peixes) desenvolvido pelas usinas no rio Teles Pires; sobre os usos múltiplos dos reservatórios perante a Agência Nacional de Águas (ANA) e outros órgãos do setor; a respeito das atividades pesqueiras, minerárias, garimpo e outras em comum; e sobre a criação de uma grande rede de monitoramento do Complexo Teles Pires com banco de dados e informações analisadas sobre sismologia, hidrossedimentologia, climatologia, qualidade da água e limnologia, ovos e larvas adensadas de peixes, telemetria de ictiofauna e outros monitoramentos de interesse de todos os Empreendimentos.

Para o gerente de Supressão da Companhia Energética Sinop (CES), concessionária da UHE Sinop, Cláudio Stopassolli, essa rede de monitoramento irá possibilitar a tomada de decisões em conjunto, inclusive de maneira que um empreendimento se antecipe a determinada situação ocorrida em outro e possa agir para mitigar impactos negativos e potencializar os positivos. “Somos quatro usinas distintas, cada uma com sua particularidade, porém, todas são no mesmo rio, por isso precisamos pensar e agir juntos, para obtenção de resultados eficientes.

O superintendente de Implantação da UHE Colíder, Marcos Cassias, da Copel Geração e Transmissão S. A., salienta que a sinergia entre os quatro Empreendimentos é importante para o futuro, pois todos têm a possibilidade de avaliarem melhor quais as soluções para os problemas que possam surgir. “Esse assunto da destinação da madeira é delicado. Hoje, sabemos que existem muitos entraves para que a destinação seja correta e ágil, pois temos o fator tempo que interfere muito nisso. A destinação tem que ser feita o quanto antes para garantir a conservação dessa madeira. Com as quatro Usinas unidas, cada uma contribui de uma forma no intuito de termos as melhores opções ”.

Para o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da UHE Teles Pires, Marcos Duarte, devido ao volume de madeira ser alto, com certeza ela não terá apenas uma destinação. “Essa madeira pode ser utilizada para fins sociais, como a manutenção de pontes e construção de móveis escolares. Existem muitas alternativas, queremos priorizar essa definição para que toda a madeira seja bem aproveitada”.

O COMPLEXO HIDRELÉTRICO
Juntas, as quatro usinas integram o complexo hidrelétrico do rio Teles Pires. Construídas em pontos distintos do rio, ao longo da região Norte de Mato Grosso e parte do sudoeste do Estado do Pará, as UHEs Sinop, Colíder, Teles Pires e São Manoel terão potência instalada para gerar 3.220 megawatts de energia, o suficiente para atender quase nove milhões de pessoas.

Assessoria de Imprensa

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