EDUCAÇÃO SAÚDE PÚBLICA – Sinop Energia realiza 1º Workshop sobre Animais Peçonhentos

Evento reuniu representantes da saúde dos cinco municípios da área de influência do Empreendimento, sendo médicos, enfermeiros e biólogos, todos envolvidos com atividades de soro antiofídico na região

Dando continuidade às atividades do Programa de Educação Ambiental, em interface com o Programa de Saúde Pública, a Sinop Energia, em parceria com o Escritório Regional de Saúde de Sinop e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), realizou o 1º Workshop “Animais Peçonhentos: Serpentes de Interesse Médico na Região Norte de Mato Grosso”. O encontro aconteceu no dia 18 e reuniu representantes da saúde dos cinco municípios da área de influência do Empreendimento, sendo médicos, enfermeiros e biólogos, todos envolvidos com atividades de soro antiofídico na região. O evento contou com a participação da Construtora Triunfo S.A. (CTSA), contratada pela Concessionária da Sinop Energia, a Companhia Energética Sinop, para execução das obras civis, fornecimento eletromecânico e montagem da Usina.

Os especialistas abordaram temas como acidentes causados por animais peçonhentos na região, importância da notificação correta, diferença entre um animal venenoso e peçonhento, características de identificação dos gêneros Bothrops, Crotalus, Lachesis e Micrurus, composição e mecanismo de ação do veneno, quadro clínico do acidente, exames complementares auxiliares no diagnóstico clínico, ações proteolítica, hemorrágica, nefrotóxica e neurotóxica. Os convidados participaram, ainda, de uma aula prática com diversas espécies de serpentes encontradas na região, conservadas em formol (fixadas).

A analista Socioambiental da Sinop Energia, Jaqueline Pysklevitz, destaca a importância da parceria do Empreendimento com os órgãos envolvidos. “Esses profissionais precisam de atualizações e alternativas para suprir a falta do soro antiofídico na região. Além do conhecimento técnico repassado pelos especialistas, os profissionais conheceram de perto os animais peçonhentos, informação que ajudará na identificação do animal e do melhor tratamento”, repassou.

De acordo com Alexandre Nascimento, médico veterinário especialista em Farmacologia e Animais Silvestres da UFMT, é a primeira vez que participa desse tipo de evento na região com os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros de 3º grau. “Falamos sobre o diagnóstico, como identificar o animal, tanto pelo veneno quanto pela presença dele. Acredito que eventos como esse resultarão efeitos bem interessantes, envolvendo as pessoas certas do sistema de saúde”, comentou. 

Alexandre ainda diz que percebeu que tratam-se de pessoas que estão na linha de frente dos atendimentos e que acredita no resultado positivo com o passar dos anos. “Os dados epidemiológicos mostram excesso de soro utilizado, por não saber o diagnóstico, e excesso de soro polivalente, por não ter ideia do grupo. Queremos dar mais ferramentas para que os profissionais façam o diagnóstico com mais segurança e, com isso, esperamos que, com o tempo, diminuam a utilização do número de soros polivalentes e utilizem mais soros específicos porque conhecerão melhor os animais que estão lidando. Com isso, vamos ter menos dosagens excessivas, ou seja, usar realmente de acordo com o protocolo”, finalizou.

Tito Hiromi Kakizakim, médico do município de Cláudia, reforçou que é elevado o índice de acidentes com animais peçonhentos no município. “O que a Sinop Energia fez, oferecer capacitação para esses profissionais, foi muito importante, principalmente nessa época em que vivemos em função do problema na produção do soro antiofídico. As informações ajudarão na correta terapia, na identificação da clínica e, principalmente, na identificação do animal que provocou o acidente. Isso é sumamente importante”, completou.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Escritório Regional de Saúde  do município de Sinop, ressalta que, “embora tenham percebido um quantitativo parcial de soros antiofídicos nos hospitais regionais, a orientação para a população é evitar áreas de risco e, aqueles profissionais que, em virtude do desenvolvimento das atividades laborais, tiverem a necessidade de ir a campo que utilizem os Equipamentos de Proteção Individual [EPIs] adequados”.

Assessoria de Imprensa

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