GLEBA MERCEDES – CES reúne Incra e comunidade para esclarecer dúvidas

Concessionária da UHE Sinop leva superintendência do Instituto ao Assentamento Wesley Manoel dos Santos e firma acordo para realizar georreferenciamento da área

Superintendente do Incra explica que nenhum dos assentados que estejam regularizados junto ao órgão serão prejudicados com a construção da Usina (foto: Assessoria de Imprensa)

Superintendente do Incra explica que nenhum dos assentados que estejam regularizados junto ao órgão serão prejudicados com a construção da Usina (foto: Assessoria de Imprensa)

Parte da comunidade envolvida pela construção da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop pode esclarecer inúmeras dúvidas relacionadas ao Empreendimento em reunião entre moradores do Assentamento Wesley Manoel dos Santos, a Gleba Mercedes V, e a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) realizada pela Companhia Energética Sinop (CES), na última quinta-feira (31).

No encontro, além de os assentados terem ouvido e discutido amplamente com o Incra questões sobre indenizações, homologações e emissões de títulos das propriedades, a CES firmou acordo com o órgão nacional para a realização do georreferenciamento do Assentamento. De acordo com o diretor de Fornecimento Eletromecânico, Meio Ambiente e Gestão da Concessionária, Severino Moraes, a CES vai encontrar uma maneira de ressarcir aqueles moradores que já pagaram pelo georreferenciamento de suas áreas, desde que o Incra valide os dados. “Ou seja, o georreferenciamento tem que estar de acordo com os padrões do Incra. Estamos firmando esse compromisso com a comunidade, pois, assim como os moradores, nós também queremos agilidade na solução dessa pendência”, reforça.

O superintendente do Incra, Salvador Soltério, explica que nenhum dos assentados que estejam regularizados junto ao órgão serão prejudicados com a construção da Usina. “Conhecemos a realidade desse lugar e temos a certeza que quase 100% das famílias que aqui moram tem o perfil que o Incra exige. Isto é, quem estiver dentro da lei, ou regularizando situações pendentes, não vai ficar no prejuízo”, frisou.

O assentamento Wesley Manoel dos Santos passa por um processo de desapropriação da área, que segue na justiça desde a criação da comunidade, em 1997. E foi um ano depois, em 1998, que o produtor Daniel Schlindwein chegou com a família na Gleba Mercedes. “Precisamos encontrar um caminho e o primeiro passo foi dado hoje. Acredito que com a construção da Usina a nossa reivindicação, que já dura mais de 10 anos, vai ser atendida. Precisamos dos documentos das nossas terras, pois é ele que nos dá tranquilidade e a garantia de financiamentos para os nossos projetos”, destacou referindo-se a titularização das propriedades, um dos assuntos abordados na reunião, que é apenas a primeira de uma série de encontros que ainda serão realizados com a comunidade, como explica o gerente de Meio Ambiente da CES, Edson Nunes. “Vamos realizar ações como essas constantemente, para esclarecer dúvidas, ouvir a comunidade, mas também encaminhar ações concretas, firmar acordos que atenderão aos assentados e garantirão os direitos de todos, no que for a respeito da implantação da Usina”.

A CES já havia realizado uma reunião para tratar sobre os mesmos assuntos na Câmara de Vereadores de Sinop, na quarta-feira (30). Na ocasião, participaram representantes de movimentos sociais e do Ministério Público Federal (MPF), além do superintendente do Incra, de lideranças do Assentamento e vereadores que fazem parte da Comissão de Acompanhamento das Obras da UHE Sinop.

Assessoria de Imprensa

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