Sinop Energia e UFMT firmam parceria para desenvolvimento de pesquisa no rio Teles Pires

A universidade terá acesso aos dados coletados pela companhia para pesquisas científicas

A Sinop Energia e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) irão trabalhar juntas. Objetivo é ampliar o conhecimento sobre os monitoramentos hidrológico e hidrossedimentológico realizados na bacia do rio Teles Pires.

A empresa já coleta dados em campo. Acompanha variações espaciais e temporais. Observa, também, os níveis de água e vazões que podem ocorrer no rio e no reservatório e a evolução dos sedimentos no fundo do rio. Com a parceria, estas informações serão enviadas à UFMT para o desenvolvimento de pesquisas científicas a respeito do tema.

O que despertou a atenção da instituição de ensino para o assunto foi a dissertação de mestrado de Juliana Marestoni Simões. A analista ambiental da companhia estudou a qualidade da água do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop. Recentemente, representantes das entidades se reuniram no escritório sede da Sinop Energia. Alinharam pontos estratégicos que serão aplicados no projeto.

Como é feito o monitoramento?

 

“Realizamos periodicamente o monitoramento das vazões sólida e líquida a partir da coleta de sedimentos de fundo e suspensão, além de avaliar a quantidade de água que passa pelo rio.

Existem maneiras diferentes de realizar a estimativa da produção de sedimentos para fins de avaliação do assoreamento de reservatórios e os dados coletados. Quando combinados com as imagens de satélite, podem gerar pesquisas científicas. A parceria com a UFMT possibilitará o desenvolvimento destas pesquisas”, detalha Juliana Simões, analista de Meio Ambiente da companhia.

“A integração entre a UFMT e Sinop Energia é fundamental.  Possibilita o desenvolvimento tecnológico e o avanço em pesquisas na área. Os dados fornecidos pela Sinop Energia juntamente com as imagens georreferenciadas, auxiliam a identificar áreas potenciais à degradação da qualidade da água, bem como identificar a presença de sedimentos em suspensão”, destaca André Vasques, gerente de Meio Ambiente da Sinop Energia.

De acordo com o Dr. Frederico Almeida, engenheiro civil e professor da UFMT, a parceria contribui com a produção de expertise na área. “Acreditamos que a aplicação dessa tecnologia, com a ampliação de estudos locais, pode aferir ganhos técnicos e científicos.  para uso da comunidade acadêmica e sociedade em geral, além de apresentar um modelo de previsão de produção de sedimentos na região da UHE Sinop”, explica.

Sobre o Programa de Monitoramento

 

A Sinop Energia mantém o Programa de Monitoramento Hidrológico e Hidrossedimentológico do Plano Básico Ambiental (PBA) da UHE Sinop. A coleta do material acontece trimestralmente. Os dados, que serão utilizados pela universidade, também são enviados à Agência Nacional de Águas (ANA)  Assim, serve para o registro histórico da bacia do rio Teles Pires. São considerados para o planejamento da capacidade da geração de energia pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A ação tem base legal na Resolução Conjunta ANA/ANEEL nº 03, de 10 de agosto de 2010. É aplicada a todos os aproveitamentos hidrelétricos. Determina a obrigatoriedade, por parte dos Concessionários e Autorizados, de instalar, manter e operar estações hidrométricas para monitoramento pluviométrico, limnimétrico, fluviométrico e sedimentométrico na área de abrangência dos empreendimentos, conforme as condições previstas na Resolução.

 

 

Sobre a Sinop Energia

A Sinop Energia é responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop. A empresa é uma sociedade de propósito específico. Formada pelos acionistas EDF Norte Fluminense (51%), Eletronorte (24,5%) e Chesf (24,5%). Com capacidade instalada de 401,88 MW e localizado no rio Teles Pires. O empreendimento gera energia limpa e renovável para metade do estado de Mato Grosso.

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